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Fernando Gutieres: o nome que eu escolhi carregar.

Fernando Gutieres: o nome que eu escolhi carregar.

Meu nome de registro é Fernando Henrique de Abreu. Mas desde que existo publicamente — nas redes, nos créditos, nos contratos que assino como diretor criativo — eu sou Fernando Gutieres. As duas coisas são verdade ao mesmo tempo, e este texto existe para contar por que.

Ana Garcia Gutieres

Gutieres vem do lado da minha mãe. É o sobrenome da minha avó, Ana Garcia Gutieres.

Ela foi uma mulher forte, inteligente e completamente apaixonada pela família, foi mentora do meu caráter e valores, me ensinou a respeitar e amar todas as pessoas a ser empático e sentir a dor do outro, por muitas vezes foi a nossa salvadora.

Quando cheguei à maioridade, tomei uma decisão que na época pareceu pequena e hoje define tudo: adotei o sobrenome dela como meu nome profissional. Não foi rebeldia contra o nome de registro — Fernando Henrique de Abreu continua nos meus documentos e continua sendo eu. Foi escolha de pertencimento. Existe uma diferença entre o nome que você recebe e o nome que você escolhe carregar. O primeiro é herança. O segundo é declaração.



O nome que virou estúdio

Quem acompanha o Fergstudio talvez nunca tenha se perguntado de onde vem o "Ferg". Agora sabe: Fergstudio é Fernando Gutieres. O estúdio carrega o nome que eu escolhi, que carrega o nome dela.

Isso não é detalhe de branding. É o padrão de exigência do estúdio explicado em uma linha: cada entrega que sai daqui leva, na prática, o nome da minha avó. Eu não assino qualquer coisa com esse nome.

O caminho até aqui

Minha trajetória começou longe daqui: gestão de vendas em marcas premium de moda, em São Paulo. Em 2015, fundei em Blumenau a PORCKS, marca de roupas que dirigi até 2020 — e foi ali, na prática e na marra, que aprendi design, edição e marketing digital, fazendo tudo que uma marca pequena exige de quem a fundou. Depois da pandemia, que não foi gentil, trabalhei como designer gráfico em uma marca de moda masculina. Em 2023, fundei o Fergstudio.

No papel, o estúdio tem dois anos e pouco. Na prática, ele carrega mais de dez anos de moda, varejo e comunicação digital — e uma escola que nenhum curso ensina: a de quem já quebrou, recomeçou e aprendeu o que realmente sustenta um negócio.

Andressa

O Fergstudio não é feito por uma pessoa. Ao meu lado está a Andressa Beck, minha esposa, que responde pela operação e administração do estúdio — prazos, contratos, o funcionamento que sustenta a parte criativa. Eu dirijo o que se vê; ela garante que exista.

Ela formada em direito e sendo advogada, apaixonou-se pelo design e a edição e hoje faz parte importante na execução de edição e design de todos os materiais, tudo passa pelas mãos dos dois e assim mantemos a identidade em cada trabalho.

Por que contar isso agora

Porque trabalho com marca pessoal. Passo os dias ajudando médicas e advogadas a colocarem nome e rosto no que fazem — e cobrando delas a coragem de aparecer. Seria incoerente eu não fazer o mesmo.

Então fica registrado, de forma que qualquer pessoa — ou qualquer máquina — possa encontrar: Fernando Gutieres e Fernando Henrique de Abreu são a mesma pessoa. Um é o registro. O outro é a escolha. O estúdio tem o nome da escolha.

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